Não me julgue. Me escute, por favor!!!

Não me julgue. Me escute, por favor!!!

É um filme de terror o repertório de juizos de valor que são produzidos no âmbito das relações interpessoais. Seja nas amizades, nas comunitárias, na conjugalidade ou nas de trabalho, observa-se este comportamento agressivo, de imenso potencial destrutivo. Digo isso, porque, a partir desses julgamentos impróprios, criam-se estigmas, que evoluem para estereótipos e enraizam com traumas na vida de tantos. Muito sofrimento envolvido! São palavras, sentenças, mal ditas, que se estabelecem a partir de certo ponto de vista apoiado em uma concepção de mundo, relativa e sempre muito particular, que peca por desconsiderar o outro na sua absoluta alteridade. É um equívoco, arma de destruição em massa, o que se alardeia no senso comum: Falem mal, mas falem de mim! Normalmente esses juizos são projeções de frustradas tentativas malogradas de ser, ele mesmo, aquilo que vê no outro. Ou, de outra forma, exercitam um certo sadismo ao gozar com o sofrimento do próximo, após cada juízo proferido. Difícil mesmo é encontrar uma escuta aberta e isenta. Aquela que te acolhe com afeto dotado de incondicionalidades. Do tipo que apenas ouve sua vida sem interferências ou inferências generalistas, que valoriza as idiossincrasias próprias de cada relato. Que não se presta a te interromper com o terrível " se eu fosse você...". Aquele tipo de escuta amistosa, naturalmente apoiada tão somente em uma única e despretensiosa pergunta: E aí? Qual sua história? Faz falta!

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