ISOLAMENTO? Nem tanto! Podemos nos COMUNICAR

Dicas da COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA para NOS COMUNICARMOS MELHOR DENTRO DE CASA!

A COMUNICAÇÃO está presente em todos os momentos da nossa vida. E agora, é mais que necessário prestarmos atenção nela, não acham? Isolamento com comunicação efetiva e afetiva. Nem tão isolados assim! Assim, a comunicação a ser mais exercitada hoje é a familiar, aquela entre pais e filhos e ela precisa ser muito clara para que vários conflitos possam ser evitados.

E veja bem, se comunicar não significa só o ato de falar, entende? Podemos nos comunicar, por exemplo, só com atos, olhares, comportamentos e com o se calar e ouvir também. Já pensaram nisso?

Estamos diante de uma necessidade de estreitar nossas relações e com isso utilizar da comunicação adequada para esses momentos, para criarmos um ambiente favorável diante dessa fase difícil que estamos passando, por conta da Pandemia do COVID-19. Para tanto, seguem algumas dicas:

1 - Aprendendo a ouvir seu filho ou sua filha;

Para conseguirmos ensinar algo para nossas crianças se faz necessário e imprescindível que saibamos escutá-los. E não adianta os pais brigarem contra isso, porque isso é um dos pilares de uma boa relação. Isso nos ajudará a fazer as devidas correções de rota do aprendizado. No entanto, não fomos educados a escutar, e então se fizermos o mesmo com as crianças, esse processo se tornará eterno e não conseguiremos mudar o rumo dessa história, concordam?

A saída então é: Aprender a se comunicar corretamente!

Entretanto, temos que saber ouvir para realmente entender as pessoas. Temos necessidade de dar opinião em tudo, sobre tudo e todos, sem sequer escutar direito. E como conseguir entender as crianças e adolescentes se não conseguimos sequer escutá-los? Na maioria das vezes as pessoas não conseguem escutar somente com a intenção de entender, de compreender, mas sim esperando a hora de responder. Precisamos dominar a habilidade de ouvir para que possamos melhorar o relacionamento familiar. Quando conseguimos ouvir as pessoas, temos mais chances de ser assertivos, mais justos e adequados na tarefa de educar as crianças e na nossa convivência. E quando conseguimos ouvir as pessoas, estamos ensinando-as como fazê-lo. O exemplo, o testemunho dos adultos, arrasta, atrai e educa.

2 – Utilizem a escuta empática;

A escuta empática é uma escuta em que você consegue se colocar no lugar da outra pessoa. Você consegue assim enxergar o que a outra pessoa está vendo, olhar como ela está olhando, sentir do modo como ela sente e compreender do modo como ela compreende. No entanto não é aceitar tudo e concordar com tudo. É naquele momento da conversa, fazer como se tempo parasse para entender o outro. Costumo dizer que quando conseguimos isso, conseguimos ouvir com o coração. Por exemplo, da próxima vez que seu filho ou sua filha vier lhe contar algo, repare se você consegue realmente ouvir de maneira empática o que ela está contando. Geralmente enquanto as crianças (e adultos também!) estão nos contando algo a gente escuta e, mentalmente, já estamos nos preparando para responder. Estamos num ótimo momento para treinar isso em casa. Quando seu filho/filha ou netos vierem contar algo para você, repare se você consegue ouvir de maneira empática a situação, o que está sendo relatado. Existe em nós um prazer em falar e uma impaciência em ouvir.

Em nossos pensamentos, mesmo calados, estamos avaliando, dando conselhos, ou interpretando os fatos com nossos motivos e comportamentos.

3 - Os níveis de comunicação entre pais e filhos;

Existem alguns níveis de comunicação entre pais e filhos para vocês analisarem as situações. Esses níveis servirão para você observar como a comunicação acontece (ou não), e será bom para observar quando o filho fala, em que nível o adulto se comporta? Veja se você se encaixa em alguns deles!

3.1 – Nível de ignorar o que o outro diz ou faz. É quando a pessoa pode estar ignorando. Por exemplo: Vai me dizer que nunca aconteceu com você?!?! Às vezes percebemos que na verdade não escutamos nenhuma palavra que nossa criança nos disse.

3.2 – Nível da escuta de forma seletiva. É quando a pessoa pode estar escutando, somente o que ela selecionou. Ou seja, o adulto está prestando atenção apenas em parte do que é dito, e definitivamente não está ali.

3.3 – Nível da escuta concentrada. É quando a pessoa pode estar escutando de maneira concentrada, mas ainda existe um distanciamento. Apenas escuta. O adulto está realmente prestando atenção em tudo que é dito, mas ainda não no último nível. Ainda existe dentro dele algo que não o deixa estar ali, totalmente. Fisicamente ela está ali.

3.4 - Nível da escuta empática. Por fim, é quando está ocorrendo a escuta empática, a escuta que constrói a base para que a comunicação aconteça, para que os vínculos afetivos se fortaleçam e favoreçam os relacionamentos.

Na escuta empática conseguimos escutar com o coração, e como precisamos disso nos dias de hoje. A escuta empática é capaz de salvar relacionamentos, famílias, amizades e casamentos.

Sejamos empáticos com os outros para que possamos sair melhor da oportunidade que temos hoje de nos ouvir melhor, nos entendermos melhor e nos amarmos mais, em família.

Paula Barreto-Psicóloga e Psicopedagoga

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