Abordagem Centrada na Pessoa

Você já deve ter ouvido falar em abordagem psicológica, principalmente em psicanálise, terapia conitivo-comportamental (TCC), mas e na Abordagem Centrada na Pessoa?

Apesar de ser uma abordagem menos citada é aplicada atualmente em diversos campos da Psicologia e do desenvolvimento humano. Vamos conhecer um pouco melhor?

A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) vem de uma linha teórica Humanista, que surgiu com a terceira onda da Psicologia, com teoria diferente da Psicanálise e Comportamental.

Em 11 de dezembro de 1940, num discurso na Universidade de Minnesota Carl R. Rogers (criador da abordagem) esboçou essa nova abordagem radicalmente diferente as seguidas até então, pois coloca maior “ênfase no aspectos de sentimento da situação do que nos aspectos intelectuais. Enfatiza a situação imediata ao invés de enfatizar o passado do individuo, enfatizando a própria relação terapêutica como uma experiência de crescimento”. E nos anos seguintes dedicou-se a estudos para fundamentação da nova teoria.

A Abordagem Centrada na Pessoa considera o cliente como alguém ativo no processo, como coloca Rogers:

"O ser humano é digno de confiança e possui a capacidade, latente ou manifesta, de compreender-se a si mesmo e de resolver seus problemas de modo suficiente para alcançar a satisfação e eficácia necessárias ao funcionamento adequado, tornando-se mais complexo e autônomo".

Mas se o ser humano tem todas essas capacidades, qual é o papel do terapeuta?

O terapeuta acompanha o cliente no processo de crescimento através de uma relação facilitadora, em um ambiente desprovido de ameaças, capaz de reaproximar o cliente de si mesmo, auxilia a perceber possibilidades e a melhor forma de utilizá-las.

Nessa relação facilitadora o terapeuta age com congruência, sendo genuíno consigo e com cliente; é empático e tem uma consideração afetuosa pelo cliente enquanto uma pessoa de autovalia incondicional. Nessa relação, cria-se uma liberdade para o cliente explorar a si próprio.

Pode ser que você esteja se perguntando e quais os resultados que essa relação pode provocar?

Bom, o individuo torna-se mais integrado, mais realista em relação a suas visões do eu, mais semelhante à pessoa que deseja ser e se valoriza mais. Mostra-se mais autoconfiante e autodirigido. Compreende melhor a si mesmo e torna-se mais aberto as experiências e aos outros. Estará mais apto a enfrentar os problemas da vida adequadamente e de forma mais tranquila.

E aí? Esse artigo te ajudou a compreender um pouco melhor sobre Rogers e a abordagem criada por ele?

Se algo não ficou claro, ou surgiu uma dúvida estarei à disposição para refletir com você.


Arléia Venturin

Psicóloga Especialista em Oncologia (ALVF)

CRP 12/16797

Para construir esse texto utilizei como referência principal o livro Torar-se Pessoa (1985).

Usamos cookies que armazenam informações suas com o objetivo de melhorar sua experiência com nossos serviços, de acordo com nossos Termos de Uso.