#idosos7 – Adaptação da residência 2, companhia extra e equipamentos de segurança

Com relação à cognição: o idoso pode estar apresentando dificuldade para usar alguns equipamentos, como o controle da televisão, o manuseio do celular, que chegou a realizar com habilidade por algum tempo.

Existem celulares de simples manuseio, voltados para este público.

Além desses recursos, é bom que alguém coloque uma etiqueta no controle da TV, para que a pessoa acesse facilmente o que quer ver, caso não tenha acompanhante.

Segurança e proximidade: fora o que já comentei, um equipamento muito útil para tranquilizar familiares e idosos, que não é caro, visto o custo-benefício: instalar câmeras na casa. Instalei em casa por ocasião do cuidado com meus pais, mesmo morando na mesma casa, pois o trabalho e os períodos de descanso ou saída não nos permitem um acompanhamento 24h. Sempre deixe clara a existência delas para todos os cuidadores ou acompanhantes. Optei pelas câmeras que emitem os sons e que filmavam mesmo com a luz apagada diferentes cômodos. Não só era importante para acompanhar o cuidado com eles, mas, também, como uma ótima fonte de informações aos médicos, pois a gravação permitia que eu mostrasse eventuais reações anômalas ou tipo de tosse, movimentos involuntários, etc. Realmente não tem um custo expressivo e há várias empresas que vendem o equipamento, fazem a instalação e acompanham a manutenção, no caso de um problema técnico. Além disso, você pode acessar do celular ou do computador a qualquer hora do dia ou da noite, inclusive o aplicativo pode ser instalado na casa de outros irmãos ou parentes que se interessem no cuidado. Assim há mais segurança e proximidade para verificar como estão aqueles que são os motivos de nosso afeto.

Existe também uma pulseira, com um botão. Mesmo que more com mais alguém, mas eventualmente fique sozinha. A própria pessoa o aperta, caso se sinta mal ou caia. Uma central é acionada, eles tomam providências e ligam para o familiar/contato registrado. Explique ao usuário. Ele se sentirá mais amado e seguro também.

Companhia extra

Tem quem me pergunte sobre o idoso ter animais de estimação, Em geral, são boas e estimulantes companhias, ajudando nos quadros depressivos e em toda menos valia que o idoso passa a vivenciar quando não pode ser tão útil como antes. A maioria deles, mesmo com limitações físicas, tem uma ótima aceitação. Então um cão, por exemplo, é excelente distração e companhia. São carinhosos e até treináveis para ajuda.

Mas, atenção:

- esta opção deve ser considerada apenas se houver um responsável na família a pessoa quiser e se sentir confortável mental e fisicamente, e não houver impedimento médico.

- cuidado para que não fiquem no caminho. Isso acontece mais com os filhotes, sempre animados para brincar, ou as raças muito pequenas. Pensando sobre esse aspecto, que tal adotar um saudável peludo que tenha uns três anos de idade? O próprio pessoal de ongs e de proteção animal, encontrados em redes sociais como Facebook e Instagram, pode ajudar a escolher pois já conhecem a personalidade dos animais.

Se achar uma boa ideia, você pode considerar levar o idoso para escolher seu companheiro; quem sabe indo antes e já observando alguns que seriam boas opções, para que a pessoa não se empolgue com um gigante Dogue Alemão que possa derrubá-lo ou um pequeno Pinscher que fique entre as pernas e possa provocar uma queda. Um animal de médio porte, como um adorável, saudável e simpático vira-lata, é uma boa opção;

- o idoso não deve ficar com a responsabilidade de cuidar do animal, pois envolve abaixar e levantar, providenciar alimento, água, limpar dejetos e o local; passear e, ainda, prover os tratamentos que todo pet requer: vacinas, castração, idas eventuais ou emergenciais ao veterinário, dentre outras providências necessárias. Pode parecer mais trabalho – e é. Mas se o médico considerar uma boa fonte de alegria para o idoso, coloque na balança e pondere. A escolha pode ser muito feliz, com bom resultado para todos.

Todo cuidado é pouco. Podemos e devemos exigir o melhor para aqueles que tanto se deram por nós. E, ainda que não tenham... Faça a sua parte! Aja como gostaria que fizessem com você, quando chegar lá, do alto da sua experiência de vida. Dê-lhes uma vida melhor.

MCSR

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