Formação do Autoconceito

Vamos refletir um pouco sobre como desenvolvemos alguns pensamentos que, posteriormente, irá afetar nosso comportamento?!

Grande parte dos clientes que buscam o serviço psicoterápico apresentam queixas relativas ao excesso de autocobrança, punição e autocrítica.

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Preocupação excessiva com opinião alheia

 

O comportamento humano é construído a partir das interações sociais, e a consciência criada a respeito de si mesmo é consequenciada pelo aprendizado e determinada, na maioria das vezes, pela percepção e ponto de vista que o outro tem sobre nós. A base das preocupações está, principalmente, na necessidade de aprovação, de inserção e pertencimento, e na manutenção de comportamentos que imaginamos ser aprovados pelos outros.

Preocupar-se demais com as avaliações externas provoca o aprisionamento aos sentimentos limitantes, e consequentemente, a apresentação de intenso sofrimento psíquico, favorecendo o desenvolvimento de fobias e ansiedade. Essas preocupações são percepções distorcidas de que nossos sentimentos e pensamentos não tenham valor, e são reforçadas pela supervalorização da fala do outro, contribuindo para o surgimento de deformações do autoconceito. Outra preocupação é o generalizar desse comportamento, já que, possivelmente, essa experiência tenha sido desenvolvida em outra fase, muito provável, frente a situações conflitantes, propiciando sentimentos e eliciação de comportamentos de inferioridade.

A formação do autoconceito constitui-se de elementos que envolvem a percepção própria de si e suas pretensões, ou seja, é um equilíbrio entre o percebido e o almejado. Tentar agradar a todos e manter uma imagem ou status dentro de um contexto social, preocupar-se em manter um padrão (exigência em ser forte), sobrepor seus desejos pelos dos outros (como conhecerá seus desejos se sempre privilegia o dos outros?) e isolar-se para evitar julgamentos é um comportamento perigoso e prejudicial à nossa autoestima. Agindo assim, o indivíduo irá limitar seu desenvolvimento pessoal, profissional, social, afetivo e familiar.

Por sentir falta de alguma necessidade social, o indivíduo comporta-se de forma descompensada para recompensar esse déficit.

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