Relação do álcool com a amamentação

Mães que amamentam podem beber álcool? Essa é uma dúvida comum entre muitas das mães. Não há um nível seguro para o consumo de álcool durante a gravidez, por isso ele é totalmente contraindicado.

Um trabalho publicado no periódico Pediatrics encontrou uma associação dose-dependente entre o consumo de álcool durante a amamentação e a diminuição da capacidade cognitiva das crianças: através de uma análise em mais de 5 mil crianças, os pesquisadores concluíram que os filhos de mães que bebiam mais tinham uma capacidade cognitiva um pouco menor aos 6 anos de idade, que era revertida cerca de três anos depois. Contudo, esses dados precisam ser analisados com muita cautela, já que a capacidade cognitiva dos pacientes controles que participaram do estudo (crianças cujas mães não bebiam álcool) também pode ser considerada um pouco abaixo da média esperada.

A Academia Americana de Pediatria (AAP), por exemplo, recomenda que o uso habitual de álcool no período de amamentação seja evitado. Outra recomendação da AAP é que, caso a mãe opte por beber uma dose de álcool, o faça logo após amamentar ou estocar o leite materno, e que espere pelo menos duas horas até a próxima amamentação.

Um ponto importantíssimo é que o álcool diminui a produção de leite materno da mãe! Bebês de mães com consumo habitual de álcool na amamentação em geral têm menor peso. Além disso, o consumo habitual está relacionado com um tempo menor de aleitamento materno: mães que consomem duas ou mais doses de álcool por dia tem quase duas vezes mais chances de interromper a amamentação do que aquelas que não bebem, ou bebem menos que esse total.

Fonte: maternidadecomciencia.com.br

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