Janeiro Branco: Mentes dissimuladas no divã!

Janeiro Branco: Mentes dissimuladas no divã!

Me parece consensual a ideia de que o autocuidado ao longo da vida e a psicoterapia complementada na medida certa com os recursos da psicofarmacologia em casos de adoecimento, se constituem nas melhores estratégias na busca pela saúde mental. Mas cada qual tem seu lugar no tratamento. O autocuidado é profilático, implica em autoconhecimento destinado à “ausculta” permanente e sistemática dos sintomas produzidos no cotidiano, bem como a reeducação do “olhar” para com os fatos. A psicofarmacologia tem sua relevância na tentativa de estabilização neuroquímica, algo como, metaforicamente, “tirar a poeira de cima dos móveis”. Um alívio artificial, necessário em casos mais graves, porém prejudicial quando praticada sob o paradigma da medicalização como “via única”. O que se observa, nesse último caso, é a necessidade de doses cada vez maiores, troca de medicamentos pra sustentar a “sensação”, que induz à ideia de que “tudo agora está melhor”. A psicoterapia, ao final, em sua perspectiva de base psicanalítica se destina ao trabalho pesado, mais árduo e desafiador. Primeiro por romper com a cultura da “magia”, da pílula que salva, organiza e resolve a vida; segundo, por provocar o sujeito a encontrar suas responsabilidades na desordem da qual ele mesmo se queixa. Em síntese, tira os holofotes do outro, desfaz a “mágica” do que vem de fora como panacéia e põe o sujeito como centro dessas turbulências. Cuidar-se é trabalhoso, porém o descaso custa muito mais caro!

Paz & Luz!💫

@psi.franklinprata (Instagram)

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