Saúde na Era Digital: recomendações para educadores e escola

Saúde na Era Digital: recomendações para educadores e escola

Há benefícios e malefícios que têm acompanhado a tecnologia digital. Algumas coisas são importantes: bom senso e informação; moderação; diálogo e escuta.

Pais e educadores, principalmente, cabem ‘’aprender’’ como exercer a mediação entre as crianças e adolescentes a serem alertados sobre os riscos e limites necessários para assumirem responsabilidades.

Principais prejuízos e danos: dificuldade de socialização; problemas mentais - ansiedade, violências, cyberbullying, transtorno do sono e alimentação; problemas auditivos (headphones), visuais, posturais, lesões de esforço repetitivo (ler); sexualidade - vulnerabilidade ao grooming e sexting, pornografia, pedofilia, exploração sexual; compra – uso de drogas; pensamentos ou gestos de autoagressão (sel-cutting) e suicídio; desafios online – anoxia cerebral ou morte.

Recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):

- Informar de modo adequado e detalhado os educadores e professores sobre o uso ético, saudável e com segurança das tecnologias e aplicativos durante o tempo de convívio com as crianças e adolescentes nas escolas e cursos.

- Realizar atividades com os alunos e palestras de prevenção e proteção de todos, estabelecendo regras e limites no contato diário entre professores – alunos e evitando mensagens e encontros com desconhecidos com o uso das tecnologias.

- Debater e conscientizar sobre o dever de respeito aos direitos autorais das fontes pesquisadas nas tarefas escolares, sem adotar a prática do ‘’copia-e-cola’’, prática essa conhecida como ‘’pirataria’’, ou ‘’baixar’’ materiais da internet sem a devida citação da fonte.

- Produzir com os próprios alunos materiais educativos e proativos sobre o uso adequado das tecnologias digitais em atividades culturais como teatro e artes ou ações de protagonismo juvenil e que sejam compartilhados com as redes dos pais ou com crianças de escolas vizinhas ou feiras nas comunidades.

- Temas difíceis e complexos como como sexualidade e exploração sexual online, comportamentos de violência, cyberbullying, uso de drogas, ‘’brincadeiras e desafios perigosos’’ devem fazer parte do currículo escolar e da programação da escola em atividades ou palestras de promoção de saúde e prevenção de riscos.

- Estabelecer redes intersetoriais com os pais e com as referências profissionais de especialistas para a proteção de sua escola e deixar sempre em local visível como denuncias casos de violência, sexting ou cyberbullying ou quaisquer outros problemas, no disque-denúncia tel. 100 ou acessando a rede SAFERNET www.new.safernet.org.br

- Redigir diretrizes de comportamento e relacionamento social com a ética e segurança para todos os professores e funcionários das escolas que participam de redes sociais, como Facebook, Snapchat, Instagram e outras, sobretudo na interação com alunos, crianças/adolescentes e familiares ou em fotos que possam expor ou constranger em público. Funcionam como códigos de conduta entre todos que convivem com a rotina escolar e o ‘’mundo externo e real’’.

Façamos da tecnologia uma ferramenta de ensino-aprendizagem que fortaleça o vínculo de respeito e de diálogo com o aluno sobre cidadania digital.

SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria, adaptado

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