Terapia Analítico Comportamental Aplicada ao Autismo

O autismo, também denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), é atualmente considerado um transtorno do neurodesenvolvimento (APA, 2013). Seu diagnóstico é realizado de maneira clínica, por meio da observação dos comportamentos da criança (Guthrie, Swineford, Nottke, & Wetherby, 2013), de entrevista com os pais e/ou cuidadores, do levantamento de informações acerca da história do indivíduo e também do uso de instrumentos para avaliação (Matson, Beighley, & Tyrygin, 2012).

levando-se em consideração os critérios diagnósticos do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM (APA, 2013) ou da Classificação Internacional de Doenças – CID (OMS, 1993).

As principais alterações em dois domínios principais:

1. Comunicação e interação social.

2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento.

A identificação precoce dos sinais do autismo é possível (Eaves & Ho, 2004; Lord, 1995; Matson, Wilkins, & Gonzalez, 2008), pois muitos desses sinais podem ser notados antes dos 36 meses de idade (Mitchell, Cardy, & Zwaigenbaum, 2011), o que é de suma importância porque oportuniza uma intervenção também precoce (Koegel, Koegel, Ashbaugh, & Bradshaw, 2014).

Por ser a primeira infância um período de máxima plasticidade cerebral (Belsky, 2010), pode-se otimizar o aprendizado da criança, prevenir efeitos secundários negativos do transtorno, melhorar as suas habilidades funcionais e qualidade de vida (Rogers & Vismara, 2014). Estudos apontam um ganho significativo no coeficiente de inteligência verbal (QI) e também na linguagem em crianças com autismo que passaram por uma intervenção precoce (Makrygianni & Reed, 2010; Reichow, Barton, Boyd, & Hume, 2012; ViruésOrtega, 2010).

Autismo na CID-11

• 6A02 – Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

• 6A02.0 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

• 6A02.1 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

• 6A02.2 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

• 6A02.3 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

• 6A02.4 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

• 6A02.5 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

• 6A02.Y – Outro Transtorno do Espectro do Autismo especificado;

• 6A02.Z – Transtorno do Espectro do Autismo, não especificado.

Alguns fatos sobre o autismo

Institutos de controle e prevenção de doenças americanos, como o CDC Centers for Disease Control and Prevention -, estimam a prevalência do Transtorno do Espectro Autista como 1 em 68 crianças nos Estados Unidos. Isso inclui 1 em 42 meninos e 1 em 189 meninas. Esse mesmo instituto afirma que hoje existe 1 caso de autismo para cada 110 pessoas. Extrapolando esses números, estima-se que o Brasil tenha hoje cerca de 2 milhões de autistas. Aproximadamente 407 mil pessoas somente no estado de São Paulo

• Estima-se que 50.000 adolescentes com autismo tornam- se adultos – e perdem serviços de autismo escolarizados – a cada ano.

• Cerca de um terço das pessoas com autismo permanecem não-verbais.

• Cerca de um terço das pessoas com autismo têm uma deficiência intelectual.

• Certos problemas médicos e de saúde mental frequentemente acompanham o autismo. Eles incluem distúrbios gastrointestinais, convulsões, distúrbios do sono, déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade e fobias.

Possíveis sinais de autismo em qualquer idade:

• Evita contato visual e prefere ficar sozinho;

• dificuldade com a compreensão dos sentimentos de outras pessoas;

• Permanece não verbal ou atrasou o desenvolvimento da linguagem;

• Repete palavras e frases mais e mais (ecolalia);

• Dificuldadede lidar com pequenas alterações na rotina ou arredores;

• Tem interesses muito restritos;

• Realiza comportamentos repetitivos como bater, balançar ou girar;

• Tem reações incomuns e muitas vezes intensas a sons, odores, sabores, texturas, luzes e / ou cores.

• Dificuldade de diferenciar comportamentos públicos e privados, ou seja, o que acontece dentro e fora de seu corpo (aqueles aos quais todos podem observar e ser expresso e os que somente eles sentem, pensam, imaginam etc)

• Dificuldades na compreensão sobre sexualidade

• Dificuldades nas relações interpessoais e conjugais

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