Confiar é realmente necessário?

Vivemos em um epóca de incertezas. Nos perguntam se confiamos nas noticias,se é fake news ou não, se a fonte é confiavel ou não, se os jornais estão omitindo algo, se a OMS está nos orientando de forma correta ou não. 

O medo, a desconfiança nos levam a  desconfiar das relações. Ficar "preso" dentro de casa com a familia inteira, o dia todo, nos levar a fazer quetionamentos que não eram tão comuns anteiormente, ou pelo menos, não tão claros. 

Confiar ou não confiar? Será que é verdade mesmo aquilo que ele/ela disse? por que ele/ela está agindo assim? Mas,confiar é mesmo necessário? 

A confiança é um bem precioso, um tesouro que deve ser oferecido com cautela, porque é uma das partes mais lindas de uma relação - sendo amizade, amorosa, ou qualquer outrs relação.  A confiança é essencial para que a intimidade se estabeleça e se desenvolva. É uma ligação emocional que constrói o nosso comportamento social.

Quando falamos de confiança, nos referimos às emoções positivas que garantem a força de um vínculo. No entanto, a maneira como a pessoa confia nos outros é um dos aspectos que define a sua personalidade. Uma autoestima baixa, uma infância traumática ou ter sentido a dor de uma traição dificultam a nossa capacidade de confiar no outro. Este é um tema muito interessante e cheio de nuances. 

Uma das vantagens psicológicas e até mesmo evolutivas do conceito de confiança é que nós podemos suspender temporariamente o nosso instinto de autodefesa, de incerteza e de medo.

Poucas coisas podem trazer mais sofrimento emocional do que estar sempre na defensiva, temer ser ferido ou traído nos nossos relacionamentos do dia a dia. 

Confiar no outro é acabar com essas incertezas para simplificar os relacionamentos pessoais. Deixamos de pensar no comportamento do outro como uma ameaça, de estabelecer hipóteses sobre o comportamento futuro dessa pessoa; acreditamos que essa interação será sempre positiva, que nunca irá nos trair, será sempre essa “mão amiga”, que nos guiará em todos os momentos. A confiança não implica “precisar saber tudo” sobre o seu parceiro, familiar ou aquele bom amigo.

Lembre-se de que o nosso cérebro precisa simplificar e viver uma rotina diária sem riscos. Ele precisa de um equilíbrio emocional adequado, onde a confiança é a sua melhor arma para que possamos viver bem. Se pensarmos bem, todos nós trabalhamos no piloto automático: deixamos a nossa mente nas mãos de um comandante que a todo momento nos transmite confiança e nos conduz. 

"Confie nesse médico, ele sabe o que faz e irá ajudá-lo. Confie todos os dias quando você sair para a rua, a fatalidade não é algo que encontramos a todo momento." 

Se não colocarmos esse piloto automático na nossa mente, iremos desenvolver um comportamento neurótico que nos desligará completamente da realidade, do nosso equilíbrio pessoal. 

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