Todos temos nossos limites. Esse é o meu! Qual é o seu?

Desde muito tempo tenho sido desafiada a lhe dar com minhas memórias e esquecimentos. Em particular, desde 2019 pela demanda do mestrado, do qual estou trabalhando justamente memórias e sensibilidades da dança de salão, e que atravessam a minha história e minhas lembranças como profissional da dança, professora, dançarina, promotora de eventos e todos os projetos dos quais fiz parte na dança de salão em Goiânia. Um outro fator curioso foi um reencontro com um amigo da adolescência, de uma cidade que morei por um período de um ano por volta de 1981, que me trouxe memórias das quais jamais pensei que pudesse, ou mesmo precisasse resgatar.

Com esses dois acontecimentos marcantes tive que lhe dar com minhas deficiências que perpassou por toda a minha existência até agora, que foram minhas memórias.

Sempre tive uma dificuldade na memorização, e na Universidade já havia sido diagnosticada com um déficit de atenção, isso nos meados dos anos 80, mas nada que naquele período justificasse um tratamento. Possivelmente nos dias de hoje seria diagnosticada com TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) com certeza.

De certa forma, mesmo sem um tratamento ou orientação de profissionais, o gosto pelas atividades artísticas e atividades físicas foram essenciais para me auxiliar nessa minha deficiência, além do curso de psicologia, que me fez mergulhar mais nos estudos da questão da memória e atenção. Desde muito jovem gostei de fazer natação, atletismo e atividades esportivas em geral. Quando pude escolher minhas atividades na adolescência iniciei no ballet, jazz e teatro, que acredito terem sido essenciais para minhas superações.

Mas agora me vejo novamente desafiada a buscar meios para enfrentar essa dificuldade e aqui vão algumas formas que encontrei no meu trajeto e que compartilho com vocês:

1- Exercite-se: busque alguma atividade que você vai fazer dela um hábito.

2- Aceite a si mesmo e seus limites: Mas não esqueça de adotar atitudes de mudanças e determinação.

3- Procure um tempo para relaxar e ficar em silêncio: o déficit de atenção necessita de uma pausa para se reorganizar.

4- Crie prazos para os seus projetos: Começo, meio e fim. Eu particularmente adoro datas para entregas.

5- Procure pessoas que o aceitem: Se tiver rodeado de pessoas que só criticam o seu comportamento e sua falta de memória, você sempre se sentirá desconfortável ou inadequado (essa dica é essencial).

6- Saboreie cada pequena conquista, pois nós sabemos que foram fruto de muito empenho e superação!

Lembre-se: todos temos nossos limites. Esse é o meu!