Assumindo as escolhas

Vez ou outra me deparo com certos tipos de discursos. São discursos recheados de desculpas, ambiguidades, mas,e se e por aí vai. A lista para quem "gosta" de dar desculpas parece não ter fim. É claro que em determindas ocasiões as desculpas surgirão e terão sua validade. Não é para este tipo de situação que escrevo, mas escrevo para aquelas em que deixamos de viver as nossas escolhas por medos (reais ou imaginários) e por vezes depositamos no outro a responsabilidade que na verdade é totalmente nossa. É o pai que deixou de fazer algo "por causa" do filho (este não pediu para nascer); é a mãe que não encontra tempo para olhar para si pois, o "filho, a casa, familia" consomem todo o tempo. É o filho que culpa os pais por terem "prendido demais ou por terem dado liberdade demais". É culpa do chefe, do assistente, da família e para alguns até de Deus. Temos a necessidade de depositar no outro a culpa pelas escolhas que fazemos. Dentro de um relacionamento, seja ele qual for, é dado a cada um 50% das responsabilidades e diante disso pergunto: qual é a sua responsabilidade diante daquilo que está enfrentando? 
Por isso que muitos fogem do processo terapêutico, pois encarar um significa tirar os olhos do outro, colocar em si mesmo e reconhecer a própria responsabilidade. É sair da relação infantil onde os "pais" eram responsáveis por tudo (e precisavam ser, pois a criança não é emocionalmente madura até então) para uma relação adulta onde sou responsável pelas minhas próprias decisões. A vida nos presenteia a todos instante com situações em que devemos optar, pois não se pode ter tudo. Que possamos fazer  escolhas compatíveis com nossos desejos, mas sempre tendo em mente que também sou responsavel por isso. 

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