Regulaçao Emocional

Todos nós temos emoções que podem ser agradáveis como a alegria, o amor ou negativas como medo, raiva, vergonha, culpa e ciúmes. Porém, nem todos conseguem reconhecê-las, nomeá-las e, portanto, lidar com elas de forma efetiva. As emoções desempenham um importante papel nas nossas vidas, comunicando nossas necessidades, nossos direitos, frustrações, o que nos entristece ou nos alegra. Identificar estas emoções é fundamental para que possamos realizar as mudanças necessárias em direção a quem ou ao que nos faz mais felizes. Deste modo, o problema não é sentir medo, ansiedade, raiva e sim reconhecer estas emoções, aceitá-las, usá-las quando possível e continuar a funcionar apesar delas (Leahy, Tirch & Napolitano, 2013).

As emoções ocorrem quando as imagens processadas no cérebro põem em ação regiões desencadeadoras de emoção como amígdala ou regiões especiais do córtex do lobo frontal (Damásio, 2013). Este mesmo autor classifica as emoções em três categorias: As emoções de fundo, primárias e secundárias. As emoções de fundo são aquelas percebidas rapidamente em diferentes contextos. As emoções primárias ou universais envolvem disposições inatas para responder a certas classes de estímulos, controladas pelo sistema límbico. Já as emoções secundárias ou sociais são aprendidas e associadas a respostas passadas, avaliadas como positivas ou negativas. Frequentemente as emoções primárias são apropriadas ao contexto. Contudo ao julgá-las como ruins ou impróprias muitas pessoas respondem a elas com emoções secundárias, sentindo-se culpadas, irritadas, ansiosas, tornando o desconforto ainda mais intenso (Linehan, 2010).

A desregulação emocional é a dificuldade ou inabilidade de lidar com as experiências ou processar as emoções. A desregulação emocional (DE) é a inabilidade de processar emoções, intensificando-as (temor, pânico) ou desativando-as (despersonalização, desrealização) de maneira intensa (Leahy, Tirch & Napolitano, 2013). Está associada a muitos transtornos psicológicos como depressão maior, ansiedade, dependência química e transtornos da personalidade (Linehan, 2010). Acarretando em dificuldades nas relações afetivas, familiares, desempenho acadêmico e profissional, além de prejuízo no convívio social. Afinal, atos cotidianos de regulação emocional constituem passos importantes para a civilização (Gross, 2007).

A regulação emocional é definida como a habilidade de manter, aumentar ou diminuir um ou mais componentes da resposta emocional, incluindo os sentimentos, comportamentos e respostas fisiológicas que constituem as emoções (Gross, 2002). Refere-se ainda à capacidade de compreender e aceitar sua experiência emocional de modo a utilizar estratégias saudáveis para manejar as emoções quando necessário. Situações como se submeter ao vestibular, exame de habilitação para dirigir ou entrevista de emprego requerem tolerância e habilidade para lidar com emoções que muitas vezes podem ser desconfortáveis. As pessoas que não conseguem desenvolver habilidades flexíveis e efetivas de regulação emocional podem experimentar emoções excessivas e persistentes, capazes de interferir na busca de objetivos de vida.

Caso você esteja apresentando essas dificuldades ou inabilidades de lidar com as suas experiências ou de processar suas emoções adaptativamente, procure ajuda profissional.

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